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Flagrante feito por banhistas no fim de semana correu as redes. Marinha do Brasil reforça: nada de chegar perto com lancha, jet-ski ou caiaque.
Linha fina: Flagrante feito por banhistas no fim de semana correu as redes. Marinha do Brasil reforça: nada de chegar perto com lancha, jet-ski ou caiaque.

Sábado de manhã, sol já alto na Praia Brava, e o vídeo que começou a circular nos grupos de WhatsApp da cidade não deixava dúvida: a sombra escura na boca da barra de Itajaí era mesmo uma baleia-jubarte, vinda à superfície a poucos metros dos banhistas. Em algumas horas, o registro acumulava milhares de compartilhamentos.
Junho marca o início da temporada das jubartes na costa de Santa Catarina. Os animais sobem do sul, em rota para águas mais quentes, onde se reproduzem e cuidam dos filhotes. Avistamentos perto da costa são raros — e justamente por isso fazem barulho quando acontecem.
Em águas profundas, a curiosidade é só estética. Perto da costa, vira questão de segurança — tanto pra quem está na água quanto pro animal.
A Marinha do Brasil tem orientação clara para esses casos: embarcações de qualquer tipo — lancha, jet-ski, caiaque, prancha de stand up — devem manter pelo menos 100 metros de distância da baleia. Quando o animal mergulha ou se aproxima, o ideal é desligar o motor e esperar. Aproximação intencional é infração ambiental.
Grava (de longe), partilha — e respira. A regra de ouro é: a baleia escolhe a distância. Quem tenta encurtar coloca o próprio barco em risco e estressa um animal de 30 toneladas com filhote por perto. Em caso de avistamento de baleia encalhada ou ferida, o canal certo é o R3 Animal ou a Polícia Ambiental.
O Portal vai seguir os próximos avistamentos.
Fontes consultadas: Marinha do Brasil, Projeto Baleia Jubarte, R3 Animal.