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Equipes da Vigilância Epidemiológica percorreram as rotas nesta terça (4) para validar os pontos de soltura. Cidade Nova, São João, São Vicente e Cordeiros abrem a primeira fase.

ITAJAÍ — A cidade deu mais um passo pra colocar de pé o Método Wolbachia, a estratégia que usa uma bactéria pra deixar o Aedes aegypti incapaz de transmitir dengue. Na manhã desta terça-feira (4), equipes da Diretoria de Vigilância Epidemiológica (DVE) saíram a campo e validaram os 3.338 pontos onde os mosquitos vão ser soltos.
O reconhecimento de campo é etapa obrigatória do método. Os servidores percorreram as rotas previstas simulando a operação pra confirmar — ou corrigir — a localização de cada ponto de liberação. Rua estreita, lugar onde o veículo não entra, acesso complicado: tudo isso é anotado agora, pra não virar dor de cabeça na hora da soltura.
Cada um dos 3.338 pontos vai receber cerca de 150 mosquitos, em liberações planejadas e monitoradas pelas equipes técnicas. Nesta primeira etapa, os bairros contemplados são Cidade Nova, São João, São Vicente e Cordeiros.
A Wolbachia aparece naturalmente em cerca de 60% das espécies de insetos, mas não no Aedes aegypti. Quando entra no mosquito, ela impede que os vírus da dengue, da zika e da chikungunya se multipliquem no organismo dele — ou seja, o bicho até pica, mas quase não transmite. E a bactéria passa pras gerações seguintes, então com o tempo a população local de Aedes carrega essa característica sozinha.
A tecnologia já roda em várias cidades brasileiras. Em Santa Catarina, Joinville foi a primeira a implantar e virou referência estadual — foram os resultados de lá que ajudaram a validar a expansão pra outros municípios catarinenses, Itajaí entre eles.
Além da implantação do método, a cidade terá um laboratório próprio pro cultivo dos mosquitos com a bactéria. A estrutura dá suporte à execução do programa e fortalece a capacidade técnica local, abrindo espaço pra pesquisa e pra novas ações de vigilância em saúde.
Mesmo com o reforço da ciência, a parte que cabe a ti não mudou: eliminar qualquer recipiente que acumule água segue sendo a principal medida pra evitar a proliferação do mosquito.