Caneta emagrecedora falsa com rótulo dos EUA impresso em casa: Polícia Civil prende casal em Navegantes por adulterar tirzepatida em laboratório clandestino

Operação da PC de Navegantes com a DRACO de Erechim (RS) prendeu em flagrante casal (45 e 34 anos) nesta quarta (27). Eles diluíam tirzepatida em solvente, vendiam como retatrutida (proibida no Brasil) e imprimiam rótulos falsos com bandeira dos EUA. Presos foram levados pro presídio de Itajaí.

Operação Polícia Civil Navegantes - canetas emagrecedoras adulteradas
Material apreendido na operação — Foto: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina

NAVEGANTES/ITAJAÍ — Não era caneta emagrecedora — era mistura clandestina saída direto de um “laboratório” caseiro. A Polícia Civil de Navegantes, em ação conjunta com a DRACO de Erechim (RS), prendeu em flagrante nesta manhã de quarta-feira (27) um casal — homem de 45 anos e mulher de 34 — que manipulava e adulterava canetas emagrecedoras na cidade. Os dois foram encaminhados ao presídio de Itajaí e agora ficam à disposição da Justiça.

Enquadramento pesa 15 anos

O casal foi autuado pelo crime de “falsificar, corromper, adulterar ou alterar produto destinado a fins terapêuticos ou medicinais” — com pena máxima de 15 anos de reclusão. A operação cumpriu mandado de busca e apreensão na residência e em uma sala comercial usada pelos investigados.

O que foi apreendido

  • 💰 R$ 27.100 em dinheiro
  • 💉 Frascos de tirzepatida
  • 💉 Frascos de retatrutida (venda proibida no Brasil)
  • 💊 Oxandrolona, testosterona, primabolan e trembolona
  • 💊 Agonista do GLP-1 (base pra caneta emagrecedora)
  • 💊 Anfetaminas
  • 🚬 Líquido pra cigarro eletrônico contendo THC
  • 🧪 Objetos e instrumentos usados na preparação final dos produtos

O golpe: diluir tirzepatida e vender como retatrutida

A investigação constatou o esquema: além de trabalhar com retatrutida (que tem venda proibida no país), o casal diluía tirzepatida em solvente e vendia como se fosse retatrutida. Pra dar cara de produto “internacional”, imprimiam rótulos falsos em uma impressora própria, com texto em inglês e a bandeira dos EUA, informando que o produto teria sido produzido nos Estados Unidos.

Rota China → Paraguai → Navegantes

Cruzando informações da apreensão com dados coletados durante a investigação, os agentes identificaram a rota do material: os insumos eram produzidos na China e adquiridos ilicitamente no Paraguai pelo casal, entrando no Brasil pela mesma via.

Perícia no local de crime

Diante da quantidade e da diversidade de substâncias encontradas na sala comercial, a Polícia Científica foi acionada pra fazer perícia no local. Vasta quantidade de frascos com substâncias de origem duvidosa também foi apreendida pra análise.

Fim de linha em Itajaí

Depois da finalização do auto de prisão em flagrante, o casal foi encaminhado ao presídio de Itajaí, onde permanece à disposição do Poder Judiciário.

Galeria: material apreendido na operação

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