Mãe deixa emprego para cuidar de filho paraplégico em Blumenau e busca tratamento experimental da UFRJ

Adrian Feliz Pereira, de 19 anos, ficou paraplégico após acidente de moto e vê esperança na polilaminina, substância estudada há 28 anos.

Mãe deixa emprego para cuidar de filho paraplégico em Blumenau
Foto: Eliézer Raulino / ND Mais

Um acidente de moto mudou completamente a vida de Adrian Feliz Pereira, de 19 anos, morador de Blumenau, no Vale do Itajaí. O jovem ficou paraplégico e luta para conseguir utilizar a polilaminina, substância desenvolvida por pesquisadores da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), como uma nova esperança de tratamento.

Adrian era jogador de futebol, trabalhava e mantinha uma rotina ativa antes do acidente. Além da perda dos movimentos das pernas, a lesão afetou a sensibilidade e funções como o controle da bexiga e do intestino.

A mudança também atingiu a família. A mãe deixou o emprego para cuidar do filho e ajudá-lo em atividades diárias, inclusive durante a noite, quando precisa mudar sua posição na cama para evitar o surgimento de feridas. “E a partir dali a minha vida é noite e dia junto com ele. Nossa vida mudou”, conta Maria Helena, mãe de Adrian.

A polilaminina é estudada há cerca de 28 anos por pesquisadores da UFRJ e ainda não é um medicamento aprovado para o tratamento de lesões medulares. Segundo a pesquisadora responsável, Tatiana Coelho de Sampaio, pacientes que receberam a substância em autorizações anteriores apresentaram, em alguns casos, melhoras consideradas inesperadas.

Com informações do ND Mais.

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