Operação Secando a Foz 2: Polícia Civil sequestra 3 apartamentos e carro de luxo de R$ 5 milhões ligados ao tráfico

DECOD de Itajaí deflagrou a fase 2 nesta quarta (5) em Itapema, Balneário Piçarras e Blumenau. Somada à fase 1 (2025), operação já tirou R$ 35 milhões em bens do crime organizado.

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Segunda fase da Operação Secando a Foz foi deflagrada nesta quarta-feira (5) pela DECOD de Itajaí. Arte: Divulgação/Polícia Civil de Santa Catarina

ITAJAÍ / LITORAL — A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate às Drogas (DECOD) de Itajaí, sequestrou três apartamentos e um carro de luxo, avaliados em cerca de R$ 5 milhões, na manhã desta quarta-feira (5). É a segunda fase da Operação Secando a Foz, que mira o tráfico de drogas, a organização criminosa e a lavagem de dinheiro no litoral catarinense.

Onde a operação aconteceu

Foram cumpridas sete ordens judiciais em três cidades: Itapema, Balneário Piçarras e Blumenau. A operação partiu da DECOD de Itajaí com apoio das Delegacias de Homicídios (DH) e de Repressão a Roubos (DRR) da Divisão de Investigação Criminal (DIC) de Itajaí, das Delegacias das Comarcas de Itajaí e Balneário Piçarras, da DECOD de Blumenau, além do Núcleo de Operações com cães de Itajaí (COPC).

O tamanho do que já foi feito na Fase 1

A primeira fase da Secando a Foz, em 2025, deu a régua do trabalho: 37 ordens judiciais cumpridas, 13 pessoas presas, cinco veículos apreendidos e mais de R$ 30 milhões em bens e valores bloqueados. A fase dois soma R$ 5 milhões a essa conta e mantém a lógica: sufocar o crime organizado pelo bolso, não só pela apreensão de droga.

A estratégia por trás da operação

A Polícia Civil vem apostando numa mudança de foco: em vez de perseguir só a mercadoria, ataca o patrimônio de origem ilícita que sustenta a estrutura. Rastreia, localiza e sequestra imóveis, veículos e valores. A ideia é enfraquecer financeiramente as organizações criminosas — quando o bem é constrito, a máquina para de girar mesmo que ninguém seja preso naquela hora.

Por que “Secando a Foz”? A região da foz do Rio Itajaí-Açu é rota de entrada de mercadoria pelo porto e um dos principais eixos de atuação de organizações que operam no litoral norte de SC. Cortar o fluxo financeiro no epicentro é o que dá nome à operação.

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