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Continuação da Queda da Torre, ação partiu da DECOD Itajaí com ~200 policiais em Itajaí, BC, Camboriú, Itapema, Navegantes, Barra Velha, Joinville e Barra do Sul. Apreendidos R$ 160 mil, cocaína, carro de luxo e armas.

LITORAL — A Polícia Civil de Santa Catarina, por meio da Delegacia de Combate às Drogas de Itajaí (DECOD), deflagrou na manhã desta sexta (7) a Operação Contrafluxo — a segunda grande ação em menos de duas semanas contra a mesma organização criminosa. Foco: tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. Foram 45 ordens judiciais cumpridas contra 27 investigados em oito cidades do litoral e norte catarinense.
Os mandados foram cumpridos em Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú, Itapema, Navegantes, Barra Velha, Joinville e Balneário Barra do Sul. Cerca de 200 policiais civis de unidades especializadas e regionais participaram — a operação exigiu integração entre várias delegacias do estado.
💰 Mais de R$ 160 mil em espécie
💊 Mais de meio quilo de cocaína
🚗 Um carro de luxo
🔫 Dois revólveres, uma pistola e munições de calibre restrito
📱 Diversos aparelhos telefônicos e dispositivos eletrônicos (serão periciados e podem revelar novos envolvidos)
A Contrafluxo não começa do zero. Ela é a evolução direta da Operação Queda da Torre, que prendeu mais de 20 pessoas do mesmo grupo criminoso. Depois daquela ação, os investigadores continuaram analisando o material apreendido — celulares, documentos, movimentações bancárias — e identificaram novas ramificações da organização, especialmente ligadas ao dinheiro.
O foco desta segunda fase foi rastrear a estrutura financeira que o grupo usava pra ocultar e movimentar os valores do tráfico. Análise de movimentações bancárias suspeitas foi o fio da meada.
A Contrafluxo se soma à recente Operação Secando a Foz 2 (05/08) — mostrando uma estratégia coordenada da Polícia Civil no litoral catarinense: em vez de apreender só a droga, atacar o patrimônio e a estrutura financeira que sustentam as organizações. Quando o dinheiro para de girar, a operação para de funcionar mesmo que nem todos os envolvidos sejam presos.
Os presos em flagrante foram levados à unidade policial pra os procedimentos legais e depois encaminhados ao sistema prisional, onde permanecem à disposição do Poder Judiciário.